{"id":5095,"date":"2021-06-25T18:48:00","date_gmt":"2021-06-25T21:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/institucional.adventistas.org\/pt\/?post_type=documentos&p=5095"},"modified":"2024-04-25T13:57:09","modified_gmt":"2024-04-25T16:57:09","slug":"resposta-as-perguntas-sobre-a-marca-da-besta","status":"publish","type":"documentos","link":"https:\/\/institucional.adventistas.org\/pt\/documentos\/resposta-as-perguntas-sobre-a-marca-da-besta\/","title":{"rendered":"Resposta as perguntas sobre a marca da besta"},"content":{"rendered":"\n
Instituto de Pesquisa B\u00edblica<\/em><\/p>\n\n\n\n O Instituto de Pesquisa B\u00edblica da Associa\u00e7\u00e3o Geral da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia recebeu v\u00e1rias perguntas sobre a posi\u00e7\u00e3o dos adventistas a respeito da marca da besta e sua rela\u00e7\u00e3o com a observ\u00e2ncia do domingo, a condicionalidade da profecia b\u00edblica e as declara\u00e7\u00f5es sobre esses temas nos escritos de Ellen G. White.<\/p>\n\n\n\n As perguntas a seguir resumem as principais preocupa\u00e7\u00f5es que nos s\u00e3o colocadas, as quais foram respondidas brevemente.<\/p>\n\n\n\n 1. Visto que nem o s\u00e1bado nem o domingo s\u00e3o mencionados explicitamente no livro do Apocalipse, como pode a marca da besta implicar um dia de culto (adora\u00e7\u00e3o) ou uma lei que exija a observ\u00e2ncia do domingo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n A marca da besta \u00e9 mencionada sete vezes no Apocalipse (13:16, 17; 14:9, 11; 16:2; 19:20; 20:4). Quatro dessas ocorr\u00eancias aparecem na parte central do livro (cap. 12\u201314), que \u00e9 introduzida por uma vis\u00e3o da arca do pacto que cont\u00e9m os dez mandamentos (Ap 11:19). O povo remanescente de Deus \u00e9 identificado como aqueles que \u201cguardam os mandamentos de Deus e t\u00eam o testemunho de Jesus\u201d (12:17). Imediatamente depois, Jo\u00e3o descreve duas bestas que perseguem a igreja de Deus: uma que sobe do mar (13:1) e outra que sobe da terra (13:11). A primeira besta ordena a adora\u00e7\u00e3o falsa e sua atividade perseguidora se assemelha \u00e0 do \u201cchifre pequeno\u201d de Daniel 7, que \u201cpretende mudar os tempos e a lei\u201d (Dn 7:27) e persegue o povo de Deus durante 1.260 dias (Ap 13:4, 8). A conex\u00e3o com a profecia de Daniel mostra que a falsa adora\u00e7\u00e3o envolve uma tentativa de mudar os \u201ctempos\u201d de Deus e a lei dos dez mandamentos. O \u00fanico mandamento dos dez que faz refer\u00eancia ao tempo \u00e9 o quarto, que assinala santificar o s\u00e9timo dia: o s\u00e1bado. Historicamente, a tentativa de mudar o dia de adora\u00e7\u00e3o foi perpetrada pelo papado, o poder romano que venera o domingo como o dia de repouso ou adora\u00e7\u00e3o em lugar do s\u00e1bado b\u00edblico. O fato de que a segunda besta de Apocalipse 13, representando o protestantismo ap\u00f3stata, exerce a mesma autoridade que a primeira besta (v. 12) e coopera com a primeira besta para impor a falsa adora\u00e7\u00e3o, mostra que o domingo ser\u00e1 uma importante marca distintiva daqueles que adoram a besta e sua imagem. Isso est\u00e1 em claro contraste com o povo remanescente de Deus, que \u201cguarda os mandamentos de Deus e a f\u00e9 de Jesus\u201d (12:14). A obedi\u00eancia deste povo inclui a santidade pelo s\u00e9timo dia, j\u00e1 que prestam aten\u00e7\u00e3o ao chamado que assinala \u201cadorar \u00e0quele que fez o c\u00e9u e a terra, o mar e as fontes das \u00e1guas\u201d (14:7, cf. \u00cax 20:11). Aqueles que pertencem a este grupo receber\u00e3o o selo de Deus (Ap 7:4; 14:1) enquanto aqueles que rejeitam esse chamado, reverenciam o domingo como dia de repouso e aceitam a autoridade da besta, s\u00e3o descritos como parte da Babil\u00f4nia; portanto, recebem a marca da besta (14:8-11). A prova final, ent\u00e3o, ser\u00e1 sobre a adora\u00e7\u00e3o verdadeira ou falsa. Uma adora\u00e7\u00e3o que esteja baseada na obedi\u00eancia \u00e0 lei de Deus, o que inclui o s\u00e1bado, ou uma onde se adore um dia estabelecido pelo homem: o domingo.<\/p>\n\n\n\n 2. Qual \u00e9 o n\u00famero da besta e como ele se relaciona com a marca da besta?<\/strong><\/p>\n\n\n\n Na B\u00edblia, o n\u00famero da besta aparece em Apocalipse 13:17-18. Esse texto diz: \u201cpara que ningu\u00e9m possa comprar ou vender, sen\u00e3o aquele que tem a marca, o nome da besta ou o n\u00famero do seu nome. Aqui est\u00e1 a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o n\u00famero da besta, pois \u00e9 n\u00famero de ser humano [anthr\u014dpou, \u2018de um ser humano\u2019]. E esse n\u00famero \u00e9 seiscentos e sessenta e seis\u201d.<\/p>\n\n\n\n A Igreja Adventista n\u00e3o tem uma posi\u00e7\u00e3o oficial sobre esse assunto, embora haja duas posi\u00e7\u00f5es principais entre n\u00f3s sobre o n\u00famero da besta, o 666 em Apocalipse 13:17, 181<\/a><\/sup>. Alguns interpretam esse n\u00famero como uma refer\u00eancia enigm\u00e1tica ao t\u00edtulo papal em latim Vicarius Filii Dei, mas n\u00e3o somos informados de que 666 \u00e9 a soma do resultado num\u00e9rico das letras desse t\u00edtulo. Outros o veem como um seis triplo, que indica uma trindade sat\u00e2nica. Alguns assinalam que a frase \u201c\u00e9 n\u00famero de ser humano\u201d (13:18) poderia ser traduzida como \u201c\u00e9 o n\u00famero da humanidade\u201d, ou seja, dos seres humanos afastados de Deus. Esse n\u00famero, consequentemente, simbolizaria a intensa rebeli\u00e3o contra Deus e a total independ\u00eancia do ser humano. No texto em grego, entretanto, l\u00ea-se literalmente 600 + 60 + 6, n\u00e3o tr\u00eas seis ou um seis triplo. Ao reconhecer esse assunto, muitos adventistas continuam vinculando o n\u00famero da besta com o t\u00edtulo Vicarius Filii Dei, e pesquisas recentes proporcionaram uma boa evid\u00eancia hist\u00f3rica para conectar o 666 com esse t\u00edtulo papal e entend\u00ea-lo melhor do que era entendido antes. Em qualquer caso, h\u00e1 muitas evid\u00eancias do texto e da hist\u00f3ria para identificar a primeira besta de Apocalipse 13 com o papado, independentemente de como o n\u00famero 666 \u00e9 concebido.<\/p>\n\n\n\n 3. Na B\u00edblia, h\u00e1 profecias condicionais e incondicionais. Nesse contexto, como os escritos de Ellen White poderiam ser entendidos? Uma interpreta\u00e7\u00e3o pode ser condicional se a profecia apocal\u00edptica \u00e9 incondicional?<\/strong><\/p>\n\n\n\n As profecias cl\u00e1ssicas do Antigo Testamento se concentram especialmente na \u00e9poca e no contexto hist\u00f3rico do profeta, embora tamb\u00e9m possam incluir uma perspectiva mais ampla e c\u00f3smica que se estende at\u00e9 o \u201cdia do Senhor\u201d do fim dos tempos (veja, por exemplo, Isa\u00edas 2:12; 13:9; Joel 2:21). As profecias cl\u00e1ssicas, como estavam em um contexto de alian\u00e7a entre Deus e Israel, cont\u00eam elementos condicionais cujo cumprimento dependia da resposta de Israel (ver Deuteron\u00f4mio 28). Como os profetas can\u00f4nicos, os testemunhos de Ellen G. White relacionados a indiv\u00edduos e institui\u00e7\u00f5es podem ter somente uma aplica\u00e7\u00e3o local e condicional, j\u00e1 que seu cumprimento dependia frequentemente da resposta ou decis\u00e3o dos envolvidos. No entanto, como as Escrituras, os princ\u00edpios subjacentes s\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. Por outro lado, as descri\u00e7\u00f5es de Ellen G. White sobre o fim dos tempos devem ser entendidas em um contexto escatol\u00f3gico fundamentado na profecia apocal\u00edptica da B\u00edblia e nas vis\u00f5es que ela mesma recebeu de Deus. Essas mensagens prof\u00e9ticas explicam a profecia apocal\u00edptica, que por sua pr\u00f3pria natureza \u00e9 incondicional e se concentra na resolu\u00e7\u00e3o do grande conflito c\u00f3smico. J\u00e1 que as mensagens prof\u00e9ticas de Ellen G. White refletem o contexto do fim dos tempos, e n\u00e3o o contexto local da \u00e9poca em que foram escritas, ent\u00e3o elas devem ser entendidas como profecias incondicionais, como as profecias apocal\u00edpticas de Daniel e Apocalipse que fundamentam a perspectiva prof\u00e9tica de Ellen G. White.<\/p>\n\n\n\n 4. Com o passar do tempo, Ellen G. White mudou sua posi\u00e7\u00e3o sobre o papado e o protestantismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 marca da besta?<\/strong><\/p>\n\n\n\n N\u00e3o h\u00e1 nenhuma mudan\u00e7a real nas declara\u00e7\u00f5es de Ellen G. White sobre esse assunto. Para entender suas declara\u00e7\u00f5es posteriores, \u00e9 \u00fatil observar as anteriores. A primeira declara\u00e7\u00e3o de Ellen G. White sobre os cat\u00f3licos e os protestantes como poderes perseguidores \u00e9 de 1850. Com base em Apocalipse 13 e 17, o papado \u00e9 descrito como \u201ca m\u00e3e das prostitutas\u201d e os protestantes como \u201csuas filhas\u201d e como \u201ca besta com dois chifres\u201d. V\u00e1rias fases da persegui\u00e7\u00e3o s\u00e3o descritas: 1) o \u201cdia\u2026 passado\u201d do papado se refere aos 1.260 anos de supremacia papal quando ela perseguiu o povo de Deus; 2) os protestantes, em harmonia com a mensagem do segundo anjo (Ap 14:8), tamb\u00e9m come\u00e7ariam a persegui-los. \u00c9 evidente que Ellen G. White n\u00e3o considerou a obra de persegui\u00e7\u00e3o papal como encerrado. Isso fica claro nos par\u00e1grafos seguintes, que indicam fases adicionais da persegui\u00e7\u00e3o: 3) as igrejas protestantes, juntamente com a Igreja Cat\u00f3lica, viriam contra aqueles que \u201cguardam o s\u00e1bado e ignoram o domingo\u201d, e 4) a Igreja Cat\u00f3lica emprestaria sua influ\u00eancia aos protestantes nos Estados Unidos com o objetivo de destruir o povo de Deus.2<\/a><\/sup> Claramente, de acordo com Ellen G. White, os cat\u00f3licos e os protestantes se unir\u00e3o durante um per\u00edodo consider\u00e1vel de tempo para perseguir o povo de Deus.<\/p>\n\n\n\n A declara\u00e7\u00e3o a seguir sobre esse assunto, publicada em 1884, desenvolve a declara\u00e7\u00e3o inicial de 1850. Al\u00e9m disso, ela esclarece que o foco no passado com respeito ao tempo do papado \u00e9 dado para mostrar que a mensagem do segundo anjo (\u201cCaiu! Caiu a grande Babil\u00f4nia\u201d; Ap 14:8) se refere especificamente ao protestantismo ap\u00f3stata: \u201cA Palavra de Deus ensina que estas cenas [de persegui\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo de supremacia papal] devem repetir-se, quando os cat\u00f3licos romanos e protestantes se unirem para a exalta\u00e7\u00e3o do domingo\u201d.3<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n Em conclus\u00e3o, a posi\u00e7\u00e3o de Ellen G. White a respeito do papado e da observ\u00e2ncia do domingo como dia de adora\u00e7\u00e3o permanece v\u00e1lida. As declara\u00e7\u00f5es posteriores, incluindo aquelas encontradas nas diversas edi\u00e7\u00f5es de O Grande Conflito, s\u00e3o uma amplia\u00e7\u00e3o de sua primeira declara\u00e7\u00e3o e n\u00e3o uma mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o. Por exemplo, em 1900, ela escreveu: \u201cQuando vier a prova, ser\u00e1 mostrado claramente o que \u00e9 a marca da besta. Ela \u00e9 a observ\u00e2ncia do domingo\u201d.4<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n 5. Os adventistas do s\u00e9timo dia continuam afirmando o cen\u00e1rio do tempo do fim encontrado nos escritos de Ellen G. White?<\/strong><\/p>\n\n\n\n Em harmonia com a refer\u00eancia ao testemunho de Jesus atuando no final da hist\u00f3ria do mundo (Ap 12:17), os adventistas do s\u00e9timo dia reconhecem Ellen G. White como mensageira do Senhor e continuam afirmando que seus escritos foram dados \u00e0 igreja remanescente como um guia inspirado para os \u00faltimos dias, e que eles s\u00e3o especialmente \u00fateis no entendimento das profecias b\u00edblicas relacionadas aos acontecimentos finais. Como se pode observar nas repostas \u00e0s perguntas respondidas neste documento, cremos que as interpreta\u00e7\u00f5es de Ellen G. White sobre as profecias s\u00e3o s\u00f3lidas e continuam sendo relevantes e instrutivas para a igreja.<\/p>\n\n\n\n 6. A interpreta\u00e7\u00e3o adventista de Apocalipse 13 \u00e9 anticat\u00f3lica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n Ellen G. White reconhece que os filhos de Deus est\u00e3o presentes em todas as denomina\u00e7\u00f5es, incluindo a Igreja Cat\u00f3lica. No par\u00e1grafo 4 do Manuscrito 14 de 1887, l\u00ea-se: \u201cN\u00e3o devemos criar preconceitos em suas mentes [dos cat\u00f3licos] desnecessariamente, fazendo campanha contra eles\u2026 Pelo que o Senhor me mostrou, sei que um grande n\u00famero de cat\u00f3licos ser\u00e1 salvo\u201d.5<\/a><\/sup> Em outro lugar, ela diz: \u201cEntre os cat\u00f3licos h\u00e1 crist\u00e3os conscienciosos que andam na luz que brilha sobre eles, e Deus trabalhar\u00e1 em seu favor\u201d.6<\/a><\/sup> Com essas declara\u00e7\u00f5es, \u00e9 evidente que Ellen G. White n\u00e3o era de forma alguma anticat\u00f3lica. Da mesma forma, deve-se notar que ela se posicionou na mesma dire\u00e7\u00e3o da Reforma Protestante. Ela considerava que o sistema doutrinal cat\u00f3lico, como a missa e outros sacramentos, era incoerente com a f\u00e9 de Cristo e o princ\u00edpio da Sola Scriptura. Al\u00e9m disso, ela entendeu que a estrutura de autoridade da Igreja Cat\u00f3lica se op\u00f5e diretamente \u00e0 B\u00edblia e sua autoridade. Portanto, a interpreta\u00e7\u00e3o de Ellen G. White sobre Apocalipse 13 \u00e9 coerente com a teologia adventista e com a interpreta\u00e7\u00e3o historicista das profecias de Daniel e Apocalipse.<\/p>\n\n\n\n 7. Alguns conjeturaram que a B\u00edblia e Ellen G. White realmente n\u00e3o apoiam a interpreta\u00e7\u00e3o adventista que assinala que a adora\u00e7\u00e3o no s\u00e1bado frente \u00e0 do domingo ser\u00e1 um problema nos \u00faltimos tempos. Existem provas recentes que apoiam a interpreta\u00e7\u00e3o adventista?<\/strong><\/p>\n\n\n\n Em primeiro lugar, devemos ser muito cautelosos ao estudar as profecias b\u00edblicas n\u00e3o cumpridas e devemos resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de interpretar as Escrituras atrav\u00e9s da perspectiva das \u00faltimas manchetes da imprensa oral e escrita. Ao interpretar a B\u00edblia, devemos seguir princ\u00edpios s\u00f3lidos de interpreta\u00e7\u00e3o b\u00edblica e prestar aten\u00e7\u00e3o especial ao texto b\u00edblico.7<\/a><\/sup> A sugest\u00e3o de que as cinco declara\u00e7\u00f5es de Ellen G. White n\u00e3o refletem a realidade da Igreja Cat\u00f3lica depois do Conc\u00edlio Vaticano II, ou seja, que essas declara\u00e7\u00f5es estavam condicionadas pelas circunst\u00e2ncias do tempo de Ellen G. White e, portanto, n\u00e3o poderiam ser aplicadas a nosso contexto e situa\u00e7\u00e3o atual, requer uma avalia\u00e7\u00e3o mais detalhada.<\/p>\n\n\n\n Embora o Conc\u00edlio Vaticano II tenha proporcionado maior toler\u00e2ncia da Igreja Cat\u00f3lica em rela\u00e7\u00e3o a outros grupos religiosos,8<\/a><\/sup> n\u00e3o houve nenhuma mudan\u00e7a na doutrina, incluindo a posi\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de santificar o domingo como dia de culto. Na verdade, a interpreta\u00e7\u00e3o adventista das profecias de Daniel e Apocalipse, al\u00e9m das declara\u00e7\u00f5es de Ellen G. White sobre esse assunto, parece cada vez mais convincente. Por exemplo, o Papa Jo\u00e3o Paulo II, em sua carta apost\u00f3lica Dies Domini, se\u00e7\u00e3o 67, afirma que \u201c\u00e9 natural que os crist\u00e3os procurem que, inclusive nas circunst\u00e2ncias especiais de nosso tempo, a legisla\u00e7\u00e3o civil leve em considera\u00e7\u00e3o seu dever de santificar o domingo\u201d, e acrescenta que os crist\u00e3os se abster\u00e3o \u201cde trabalhos e neg\u00f3cios incompat\u00edveis com a santifica\u00e7\u00e3o do dia do Senhor\u201d.9<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n Mais recentemente, o Papa Francisco afirmou o seguinte na se\u00e7\u00e3o 13 de sua carta enc\u00edclica Laudato Si\u2019: \u201cO desafio urgente de proteger nossa casa comum inclui a preocupa\u00e7\u00e3o de unir toda a fam\u00edlia humana na busca de um desenvolvimento sustent\u00e1vel e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar\u201d. Esse desenvolvimento, de acordo com o Papa Francisco, inclui a restaura\u00e7\u00e3o da vida espiritual tendo como centro a Eucaristia e o domingo como dia universal para descansar e, assim, experimentar essa restaura\u00e7\u00e3o. A import\u00e2ncia da santifica\u00e7\u00e3o do domingo e a obriga\u00e7\u00e3o de participar da missa dominical tamb\u00e9m s\u00e3o destacadas no catecismo cat\u00f3lico: \u201cTodo o crist\u00e3o deve evitar impor a outrem, sem necessidade, o que possa impedi-lo de guardar o Dia do Senhor. [\u2026] N\u00e3o obstante as press\u00f5es de ordem econ\u00f4mica, os poderes p\u00fablicos preocupar-se-\u00e3o em assegurar aos cidad\u00e3os um tempo destinado ao repouso e ao culto divino. Os patr\u00f5es t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o an\u00e1loga para com os seus empregados\u201d (se\u00e7\u00e3o 2187).10<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n